1 de julho de 2015

A melhor expressão do engajamento político de Lima Barreto

Hoje, no minicurso “Temas e fontes da História da Primeira República”, realizado na EFLCH/UNIFESP, teremos a oportunidade de conversar sobre um dos textos mais interessantes de Lima Barreto: o artigo “No ajuste de contas”, publicado na A.B.C., em 11 de maio de 1918.

O texto ficou conhecido como "manifesto maximalista" e defendia quatro propostas:

a) a supressão da dívida interna, com o fim do pagamento de juros de apólices;

b) o confisco dos bens das ordens religiosas;

c) a extinção dos testamentos, fazendo com que as fortunas, por morte dos seus detentores, voltem ao domínio do Estado e da sociedade;

d) estabelecimento do divórcio completo.

A embasar tudo isso, o artigo formula profundo questionamento da propriedade privada, como evidenciado nesse trecho:

"A propriedade é social e o indivíduo só pode e deve conservar, para ele, de terras e outros bens, tão somente aquilo que precisar para manter a sua vida e de sua família, devendo todos trabalhar da forma que lhes for mais agradável e o menos possível, em benefício comum".

A íntegra do artigo, na sua fonte original, pode ser conferida abaixo.



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