8 de março de 2012

Notícia de Defesa de Tese de Doutorado de Felipe Demier

Felipe Demier defende na terça-feira 13/03, na UFF (Gragoatá), às 15 h (provavelmente no auditório do 5º andar do Bloco O), a tese de doutorado em História, intitulada O LONGO BONAPARTISMO BRASILEIRO (1930-1964): AUTONOMIZAÇÃO RELATIVA DO ESTADO, POPULISMO, HISTORIOGRAFIA E MOVIMENTO OPERÁRIO.

Orientada por Marcelo Badaró Mattos, a tese será submetida a uma banca composta por Renato Lemos, Alvaro Bianchi, Virgínia Fontes e Valério Arcary.

Para quem se interessar, segue abaixo a introdução da tese:

“A intelligentsia russa cedo me inculcara que o próprio sentido da vida consiste em participar conscientemente da realização da história. Quanto mais penso nisso, mas parece-me profundamente verdadeiro. Isso significa pronunciar-se ativamente contra tudo o que diminui os homens e participar de todas as lutas que tendem a libertá-los e engrandecê-los. Que essa participação seja inevitavelmente manchada de erros não minimiza o imperativo categórico; pior erro é viver para si, segundo tradições totalmente manchadas de desumanidade. Essa convicção me deu, como a um certo número de outros, um destino bastante excepcional; mas estávamos, estamos bem na linha do desenvolvimento histórico, agora se vê que, por toda uma época, milhões de destinos vão seguir os caminhos que fomos os primeiros a trilhar. Na Europa, na Ásia, na América, gerações inteiras se desenraizam, engajam-se profundamente nas lutas coletivas, aprendem a violência e o grande risco, experimentam cativeiros, constatam que o egoísmo do “cada um por si” está caduco, que o enriquecimento pessoal não é a finalidade da vida, que os conservadorismos de ontem só levam às catástrofes, sentem a necessidade de uma nova tomada de consciência para a reorganização do mundo”.
Victor Serge (1890-1947), em suas Memórias de um revolucionário (São Paulo: Cia. das Letras, 1987, p. 426.)

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