28 de novembro de 2011

História e Arte: movimentos artísticos e correntes intelectuais

Uma das coisas boas das viagens para participar de eventos acadêmicos é a possibilidade de conhecer gente interessante. Recentemente, fui ao I Seminário Internacional História do Tempo Presente, em Florianópolis, e tive a oportunidade de conhecer a professora Fátima Piazza. Aos poucos, estamos descobrindo interesses em comum. Isto se confirma ainda mais agora, ao receber gentilmente dessa pesquisadora o livro abaixo:
E o que está escrito na contracapa é bastante sugestivo do que penso. Por isso, compartilho por aqui:

"A arte não é apenas política quando estetiza a propaganda do Estado ou quando se engaja na tematização de problemas sociais de uma determinada época. Não se trata, portanto, aqui, de pensá-la a partir do nó que até recentemente amarrou esta relação: o da politização da arte ou da estetização da política. Para Jacques Rancière, há uma estética na base política. Mas não apenas. A própria arte, na medida em que ela concerne a uma partilha do sensível, é já política. Isto quer dizer que a arte é indissociável da partilha simbólica da palavra, do tempo e do espaço. O que ela coloca em questão é justamente os modos como se configuram essa partilha e os seus limites. Interessa, assim, pensar a politicidade própria à arte, aos movimentos intelectuais e artísticos a partir do modo como eles atuam sobre a reconfiguração desta partilha e sobre as redistribuições simbólicas da palavra, do tempo e do espaço".

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