2 de abril de 2011

Lima Barreto na TVE: domingo, 3 de abril, 18 horas

No De Lá pra Cá deste domingo (3), às 18h, a vida e a obra de Afonso Henriques de Lima Barreto. E, para falar sobre o escritor que inventou o romance social brasileiro os entrevistados são o professor e acadêmico Domício Proença Filho, a biógrafa Luciana Hidalgo e a antropóloga Lilia Moritz Schwarcz.

Lima Barreto é um dos maiores escritores brasileiros do início do século XX. Junto com Machado de Assis e João do Rio formou a trinca dos melhores cronistas sociais do Rio de Janeiro, então capital da República. Como os outros dois, ele também era mestiço e sofreu discriminações. Mas, ao contrário dos demais, nunca foi aceito no ambiente intelectual de uma sociedade que ainda guardava os traços de uma escravidão recém-abolida.

Além de denunciar a hipocrisia e os preconceitos do tempo em que viveu, Lima Barreto criou um estilo novo de escrever, marcado por um texto simples, de linguagem direta e coloquial, que influenciou os modernistas que mudaram as artes e a literatura brasileira a partir de 1922. Pobre, alcoólatra e depressivo, esteve internado três vezes no hospício nacional. Morreu jovem, doente e abandonado, aos 41 anos, consumido pela tristeza e pelo anonimato. Deixou uma obra vasta: 17 volumes divididos em contos, romances, crônicas, sátira política, crítica literária e memórias. Seu trabalho é estudado no Brasil e no exterior; ganhou traduções em mais de dez idiomas.

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