11 de outubro de 2010

Simpósio Temático sobre História e Imprensa na ANPUH-PI

CONGRESSO INTERNACIONAL DE HISTÓRIA E PATRIMÔNIO CULTURAL

ENCONTRO REGIONAL DE HISTÓRIA / ANPUH-PI

SIMPÓSIO TEMÁTICO 3 - História e imprensa

Dias 12, 13 e 14 de outubro de 2010

De 14:30 às 17:30 horas / Sala 338 do CCHL-UFPI

Coordenadores: Prof. Dr. Denílson Botelho [Programa de Pós Graduação em História/UFPI], Prof. Ms. Antonio Fonseca dos Santos Neto [Departamento de História/UFPI]

Dia 12 de outubro de 2010 – Terça-feira:

1) Autor: Antonio Fonseca dos Santos Neto

Possui Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Piauí (1980), Especialização em História do Brasil (PUC-MG), graduação em Direito pela Universidade Federal do Piauí (1981) e mestrado em Gestão Universitária pela Universidade Federal do Piauí (1998). Atualmente é estatutário, professor adjunto IV do Departamento de Geografia e História da Universidade Federal do Piauí - CCHL, atuando principalmente nas seguintes áreas: História do Brasil, História Regional.

Trabalho: HISTÓRIA E IMPRENSA

Resumo: A relação história-imprensa assume cada vez mais papel impactante nas relações sociais na contemporaneidade. É o quarto poder? Isto é apenas uma força de expressão, contudo, numa sociedade marcada pelas relações mercadológicas e de capital, a imprensa tem sua atuação muito assinalada pelo interesse empresarial estrito senso, alterando as condições de produção dos projetos e conteúdos respectivos, ressignificando seu papel, inclusive com relação à dimensão do "político".

2) Autora: Nayra Véras de Araújo

Mestranda em Politicas Públicas pela UFPI. Possui Licenciatura Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí (2007).

Trabalho: PRODUTOR, MEDIADOR E NARRADOR: as multifaces do jornal na pesquisa histórica e seu uso na investigação sobre ação coletiva.

Resumo: A renovação historiográfica proporcionada pela História Nova permitiu a percepção do jornal não apenas como instrumento que informa o leitor do seu tempo, mas também como fonte capaz de fornecer ao historiador-pesquisador pistas a respeito do tempo transcorrido. Partindo desse pressuposto, o trabalho que ora se apresenta objetiva contribuir para o diálogo entre História e Jornalismo a partir do uso de jornais impressos para a investigação da greve dos praças da Polícia Militar do Piauí em 1997. Experiência emblemática no conjunto das ações coletivas da década de 1990, por se tratar de uma categoria profissional vedada á realização de greves e/ou reunião com o propósito de contrariar as ordens das autoridades. Nesse processo os jornais se constituem em importante fonte de informações, ao permitir identificar o caráter e o momento de visibilidade das mobilizações, indicarem as lideranças e os envolvidos nas negociações. Além disso, partindo do argumento de Tarrow (2009) de que os movimentos sociais são afetados pela preferência da mídia por eventos dramáticos e visíveis, focalizando o que é notícia, mas, contribuindo também para divulgar as demandas e reivindicações dos manifestantes, discute-se atuação da mídia nesse movimento e sua contribuição para construção de representações.

3) Autora: Luciana Almeida das Chagas

Jornalista graduada pelo Centro Universitário Carioca - UniCarioca e Mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal Fluminense - UFF. Em 2009 concluiu o Mestrado no Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social da UFF com dissertação sobre a revista mensal Caros Amigos. Foi Coordenadora de Produção do programa Salto para o Futuro, da TV Escola, e do programa Cineview da Rede Telecine. Desenvolveu atividades profissionais também no Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, na International Sports Broadcasting - ISB e nas produtoras TV Zero, Midmix, Drei Marc e Lumen. Lecionou em cursos de curta duração de Técnicas de Jornalismo, Produção para TV, Assessoria de Imprensa e Produção de Video Publicitário para TV. Atualmente é jornalista do Instituto Dom Barreto - IDB, em Teresina - PI, responsável pelo periódico A Folha e pelo Setor de Comunicação e Mídia.

Trabalho: IMPRENSA ALTERNATIVA: entre a memória e a história

Resumo: Esta comunicação tem como objetivo analisar as relações entre história e memória, tomando como objeto de análise o fenômeno da imprensa alternativa nas décadas de 1960 e 1970. Discute-se, por exemplo, de que modo o discurso da imprensa e do jornalismo constroem o passado e sua identidade, além de memórias sociais e coletivas, examinando especialmente o caso da revista Realidade. Nesse sentido, utilizamos o conceito de memória de Maurice Halbwachs. Para este autor, a evocação dos acontecimentos passados se faz a partir de distintas memórias e também de uma reconstrução seletiva - além das ações do presente -, o que gera a produção de um amálgama que pode possibilitar a configuração de novas memórias a partir de interesses específicos ou não.

4) Autoras:

Rafiza Luziani Varão Ribeiro Carvalho

Rafiza Varão é formada em Comunicação Social, com habilitação em Jornalismo, pela Universidade Federal do Maranhão (1999), possui mestrado em Comunicação pela Universidade de Brasília (2002) e é doutoranda em Comunicação também pela Universidade de Brasília. Atualmente é professora da Universidade Católica de Brasília. Trabalha especialmente com os seguintes temas: teorias da comunicação, mass communication research e cinema.

Edimárcia Ramos de Araújo

Lattes não localizado

Trabalho: O IMPACTO DA IMPRENSA SEGUNDO ELIZABETH EISENSTEIN

Resumo: Utilizando os estudos realizados pela historiadora americana Elizabeth L. Eisenstein sobre os efeitos do advento da imprensa na Europa Ocidental, o artigo discute a questão de como um novo meio de comunicação traz diversas mudanças estruturais para a sociedade. Para isso, este trabalho utiliza a obra desenvolvida pela historiadora sobre a cultura impressa no início da era moderna, intitulada como A revolução da cultura impressa: os primórdios da Europa Moderna. Como resultados, são identificados vários elementos que caracterizam essas mudanças e que se relacionam com o conteúdo abordado pela Teoria do Meio sobre o impacto dos meios de comunicação.

5) Autor: Josemar Machado de Oliveira

Possui Doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (2005). Atualmente é professor adjunto da Universidade Federal do Espírito Santo. Tem experiência na área de História. Atuando principalmente nos seguintes temas: Republicanismo clássico, Revolução Francesa, robespierrismo.

Trabalho: O JORNALISTA JACQUES-RENÉ HÉBERT, AUTOR DO PÈRE DUCHESNE, E AS IDÉIAS DEMOCRÁTICAS SANS-CULOTTES.

Resumo: O presente trabalho trata da identidade política entre o jornalista Jacques-René Hébert e o movimento popular, no contexto da Revolução Francesa, quando operou-se uma verdadeira revolução jornalística. Isto porque o processo revolucionário, na prática, propiciou a liberdade de expressão, permitindo que centenas de órgãos de imprensa viessem à tona. Foi nessa revolução, a dos periódicos, que Hébert encontrou seu espaço e notoriedade ao criar o panfleto-períodico Père Duchesne. Por meio desse panfleto, Hébert acabou se tornando uma espécie de porta-voz dos trabalhadores artesanais e pequenos comerciantes, os quais ficaram mais conhecidos sob o nome de sans-culottes. Como começamos dizendo, nesse trabalho pretendemos analisar a identidade política entre Hébert e o movimento popular, isto é, a sans-culotterie, nos concentrando na ideologia democrática dessa última. Essa ideologia era em grande parte tributária da democracia dos antigos, do rousseauísmo e se afirmava em três elementos básicos: a cidadania armada, o poder de exercer a justiça e a capacidade de legislar. Interessa-nos, portanto, analisar como a ideologia democrática sans-culotte aparecia nos números do Père Duchesne e em que medida Hébert se identificava com essa ideologia.

6) Autora: Desirê Luciane Dominschek

Possui MESTRADO EM EDUCAÇÃO - HISTÓRIA E HISTORIOGRAFIA DA EDUCAÇÃO - UFPR. Desenvolve pesquisa sobre o Senai, estuda o Boletim informativo dos alunos do Senai/Pr - especificamente as décadas de 1940/1960. Especialização em Organização do Trabalho Pedagógico pela UFPR, Especialização em Ciência Política pela UFPR. Graduação em Pedagogia - UFPR. Atualmente faz parte do corpo Docente do Grupouninter, atua na coordenação dos Processos de Avaliação da Pós Graduação Educacional á Distância, e ministra aulas para o curso Presencial de Pedagogia, Disciplina de História da Educação.

Trabalho: O JORNAL DOS APRENDIZES DO SENAI-PR: Imprensa como instrumento de adesão á formação profissional (1949 - 1996)

Resumo: No Centro de Memória do sistema FIEP-PR localizei o periódico que constitui fonte de pesquisa deste trabalho. Consta do acervo um boletim, de publicação semestral, produzido pelos alunos do SENAI-PR para ser um informativo dos alunos. Sua primeira publicação aconteceu em 1949 e, a última, em 1996. Este periódico tinha como título O Escudo, sendo um jornal organizado pelos alunos, desde a produção dos artigos até a impressão do mesmo, contendo artigos sobre as atividades realizadas dentro da instituição e também fora dela, bem como relatos sobre as visitas feitas às fábricas, as descrições dos cursos e a profissão que estavam aprendendo no SENAI. A análise deste jornal pode permitir outra compreensão sobre os caminhos percorridos pelo ensino profissional no estado do Paraná, uma vez que possibilita indicar elementos detalhados da educação emanada pelo SENAI. É claro, tudo visto a partir do olhar de jovens aprendizes que não foram quaisquer aprendizes, mas os aprendizes que dirigiram e organizaram O Escudo. Identifica-se a relevância deste estudo para a área de histórica na medida em que o objetivo norteador do trabalho foi desvelar o olhar dos alunos aprendizes sobre o ensino profissional que vivenciavam frente ao periódico que produziam. Tendo como foco uma instituição de ensino cujos cursos ofertados diferem aos de uma escola convencional, uma vez que se trata de uma instituição empresarial que visava atender as necessidades de qualificação de profissionais para a indústria e, ao mesmo tempo, transmitir valores e princípios. Assim, o objetivo neste estudo não foi trabalhar sob a perspectiva do binômio trabalho-educação, mas sim sob a perspectiva da compreensão dos alunos acerca do processo ensino-aprendizagem no qual se encontram inseridos.Fazer emergir a narrativa dos alunos é construir parte da história deste jornal, desta instituição e dos próprios alunos. Deste modo, daremos ênfase ao tratamento das fontes observando que os fatos emergem quando o pesquisador os aborda e os interpreta.

Dia 13 de outubro de 2010 – Quarta-feira:

1) Autora: FABRÍCIA DE OLIVEIRA SANTOS

Graduação e Bacharelado em História, Universidade Federal de Sergipe; mestrado em Geografia, Universidade Federal de Sergipe, área de concentração "Formas e Processos de Ocupação Territorial - Estudos Arqueológicos". Doutoranda em Geografia na Universidade Federal de Sergipe (NPGEO/UFS) - linha de pesquisa "Organização e Produção do Espaço Agrário". Professora Assistente 1 do Curso de Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre da Universidade Federal do Piauí.

Trabalho: “PREENCHER UMA LACUNA”: o campo sergipano na Revista Agrícola [1905-1908]

Resumo: Os temas geográficos podem ser construídos em diferentes contextos discursivos, na imprensa, na literatura, no pensamento político. A imprensa periódica é um desses contextos como fonte e objeto de estudo para a compreensão de realidades materiais produzidas historicamente. A partir da análise dos discursos veiculados na Revista Agrícola da Associação Agrícola de Sergipe desvelam-se indícios da construção de um projeto do capital, no espaço agrário. A Revista, editada entre 1905 a 1908, dedicada à lavoura, ao comércio e às indústrias, contém seções com artigos, notas, correspondências, anúncios, relacionados às questões enfrentadas pela classe rural sergipana: inovações técnicas e científicas vinculadas à lavoura, taxas de exportação, problemas com a força de trabalho, estudos técnico-científicos. A análise inicial indica um conteúdo que produz discursos sobre o campo sergipano através de notícias temáticas sobre o meio rural, palavras e expressões de um vocabulário que formam uma linguagem, uma troca social, uma enunciação de outrem unida a um contexto por relações dinâmicas, complexas e tensas, o que possibilita questionamentos sobre o porquê da publicação dessas informações e em que medida corroboram na produção do espaço agrário sergipano.

2) Autora: Maria de Jesus Daiane Rufino Leal

Possui graduação em Comunicação Social pela Universidade Federal do Piauí (2005). Especialização em Telejornalismo pela mesma instituição (2007). Atualmente é mestranda em Comunicação pela Universidade Metodista de São Paulo. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, atuando principalmente nos seguintes temas: pautas, movimentos sociais, história da imprensa e gêneros jornalísticos. É diretora regional Nordeste da Sociedade Brasileira de Pesquisadores e Profissionais em Marketing Político.

Trabalho: CARLOS CASTELLO BRANCO: o comentarista paradigmático da imprensa brasileira

Resumo: A partir da Revolução Industrial o jornalismo configurou-se como atividade de significativa relevância na estrutura das sociedades e componente essencial para a construção das relações humanas e entendimento sobre o mundo contemporâneo, suas mudanças e perspectivas. Na função de interpretador desta realidade, o comentarista aparece como um sujeito chave dentro da estrutura das redações jornalísticas. Na área do jornalismo político, o piauiense Carlos Castello Branco ascendeu como um dos mais importantes da história do jornalismo brasileiro no século XX. Repórter, editor e comentarista, ele atuou por 56 anos nos principais jornais do país. Durante 30 anos escreveu a Coluna do Castello no Jornal do Brasil, considerado um dos principais espaços do comentário político na imprensa. Através de uma pesquisa qualitativa exploratória, acompanhada de uma pesquisa documental com foco para a narrativa biográfica, centrada na formação intelectual, como alternativa para a construção da memória midiológica, este artigo descreve a trajetória de Carlos Castello Branco no jornalismo brasileiro. A técnica da pesquisa documental vai usar como fontes documentos pessoais, correspondências, fotografias, documentos oficiais, entrevistas e textos de autoria de Carlos Castello Branco publicados na imprensa.

3) Autora: Gislane Cristiane Machado Tôrres

Licenciada em História pela Universidade Federal do Piauí (2007). Mestra em História do Brasil na mesma instituição (2010). Seus estudos enfatizam a História do Brasil, com ênfase especial na produção cultural alternativa à época ditatorial (1964-1985), e suas interfaces com a ação estatal, bem como suas relações com demais grupos culturais.

Trabalho: LITERATURA E IMPRENSA EM TERESINA NOS ANOS 1960 E 1970

Resumo: Nos anos 1960 e 1970 em Teresina as relações entre imprensa e literatos se caracterizaram pela intensidade onde os letrados utilizavam-se dos jornais a fim de divulgar suas obras, produzir ou rebater críticas, bem como atuar como narradores da cidade. A atuação destes personagens nos jornais teresinenses justificava-se pela necessidade de literatos cronistas que dessem sentido aos acontecimentos políticos e culturais da cidade, bem como pela oportunidade que a estes era ofertada de divulgar suas idéias e produções em um cenário cultural que dificultava o acesso a políticas públicas de editoração. Procuramos neste texto apresentar a variada atuação dos literatos teresinenses em jornais oficiais e alternativos do período entendendo a imprensa como espaço privilegiado onde instituições literárias apresentavam, discutiam e criticavam projetos literários e onde os escritores oportunizavam visibilidade a si e às suas práticas.

4) Autor: Vinicius Gomes da Silva

Possui graduação em Historia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2010). Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império, escravidão moderna e processos sociais que culminaram com a abolição da escravidão.

Trabalho: IMPRENSA E ABOLIÇÃO: Vassouras e a crise do trabalho escravo [1885 – 1888]

Resumo: Este trabalho tem por objetivo analisar, como a imprensa da cidade de Vassouras - cidade localizada na parte sul do estado do Rio de Janeiro - participou e se comportou mediante o advento do processo histórico que culminou com a lei Áurea [1888], libertando os escravos do cativeiro no Brasil. A cidade de Vassouras é escolhida por ser importante pólo do café no Brasil, possuindo diversas fazendas e, com isso, um plantel numeroso de escravos, além de contar com uma importante bibliografia acerca de sua história. O recorte temporal deste trabalho está situado entre os anos de 1885 a 1888, o motivo para este recorte é devido a alguns fatores, como a existência da fonte, já que o jornal “O Vassourense” - principal periódico a ser utilizado - é escrito a partir de 1882; além de a década de oitenta do século XIX ser, para boa parte dos historiadores do tema, o momento em que o movimento pela abolição ganha maiores proporções, lutando agora contra a legitimidade da posse escrava. Entendendo ser o jornal um importante veículo formador de opinião, esta análise acredita que ao percorrer suas páginas, possa-se compreender não somente a opinião dos jornalistas, mas da sociedade vassourense, ou pelo menos de um substrato dessa sociedade.

5) Autor: Josenias dos Santos Silva

Possui LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA pela Faculdade Piauiense (2009). Atualmente é mestrando do Programa de Pós-Graduação em História do Brasil da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Educação e História, com ênfase em Ensino-Aprendizagem.

Trabalho: BOEMIA E PROSTITUIÇÃO: os prazeres da noite na cidade de lá.

Resumo: Este trabalho analisa a boemia e a prostituição na cidade de Parnaíba em meados do século XX tentando compreender como se deu a segregação de certas zonas da cidade designadas como locais de meretrício, violência e perdição. Reconhecendo o espaço como produto das relações de poder, tentaremos refletir sobre a produção de uma cidade marginal dentro de uma cidade concreta, bem como, a maneira que se processou a estigmatização de determinados personagens que compuseram o cenário urbano da cidade de Parnaíba. Nesse sentido, a metodologia adotada consistiu no trabalho empírico de seleção e leitura de textos ficcionais e outras fontes hemerográficas, que em um quadro amplo de possibilidades nos serviram de referência sobre o objeto em questão. No que concerne ao quadro teórico nos apropriamos de dois conceitos fundamentais, o conceito de bairro (MAYOL, 2003), de identidade (WOODWARD, 2000). Este trabalho pretende fornecer elementos para se compreender e discutir o processo histórico de formação de certas zonas de prostituição e boemia na cidade de Parnaíba em meados do século XX.

6) Autor: Gustavo Fortes Said

Possui graduação em Comunicação Social/Jornalismo pela Universidade Federal do Piauí (1992), mestrado em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1998) e doutorado em Ciências da Comunicação pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (2006). Atualmente é professor titular da Universidade Federal do Piauí. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Comunicação, atuando principalmente nos seguintes temas: jornalismo, comunicação e cultura, estudos culturais, jornalismo e história e comunicações no piauí. Publicou alguns livros, dentre os quais Jornalismo e História: uma análise do tempo histórico da notícia (APECH, 1997), Mídia, Poder e História na Era Pós-Moderna (EDUFPI, 1998), Comunicações no Piauí (APL/BAnco do Nordeste, 2001); Comunicação: novo objeto, novas Teorias?(Edufpi, 2008).

Trabalho: Narrativas da História e do Jornalismo: elementos para uma discussão

Resumo: O presente texto procura desenvolver uma reflexão sobre as possibilidades de aproximação entre os textos jornalístico e historiográfico, a partir da teoria narratológica. As perguntas norteadoras são as seguintes: como o produto básico da atividade jornalística, a notícia, trata os acontecimentos e o remete a um enquadramento temporal de análise? Há, neste sentido, evidências entre as narrativas do Jornalismo e da História?

Dia 14 de outubro de 2010 – Quinta-feira:

1) Autora: Eliane Rodrigues de Morais

Possui Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Piauí (2006). Especialização em História Cultural pela Universidade Federal do Piauí (2008). Mestranda em História do Brasil pela UFPI (2008). Área de atuação: História, com ênfase em História Cultural, atuando principalmente nos seguintes temas: história, literatura e cidade.

Trabalho: O CENTENÁRIO IMPRESSO NOS JORNAIS TERESINENSES

Resumo: A proposta desta comunicação é discutir a atuação da imprensa nas comemorações do centenário de Teresina. Pretende-se demonstrar como os principais periódicos que circulavam na cidade por ocasião do centenário procuraram dar publicidade e colaborar ou não com às festividades do centenário assim como interpor-se nos debates da época que, a rigor, eram pautados nos princípios do político-partidarismo. Mostraremos que durante os preparativos das festividades, as páginas dos periódicos teresinenses expressaram várias práticas e representações voltadas para esta efeméride. Entretanto, das práticas exercidas pela imprensa teresinense as que mais espaço ocupou nos periódicos que circulavam na época foram os embates renhidos entre os dois dos maiores partidos políticos da capital, o Partido Social Democrático- PSD e a União Democrática Nacional - UDN. O centenário de Teresina foi pretexto para muitas contendas entre os jornais e, conseqüentemente, entre os partidos políticos.

2) Autora: Flávia de Sousa Lima

Mestranda em História do Norte e Nordeste da Universidade Federal de Pernambuco, sendo bolsista do CNPq. Possui Licenciatura Plena em História pela Universidade Federal do Piauí (2006). Formação técnica em Artes Plásticas pelo Centro Federal de Educação Tecnológica do Piauí (2005). Tem experiência na área de História e Artes Plásticas. Já lecionou as disciplinas de História e Artes para alunos dos Estados do Piauí e Maranhão.

Trabalho: IMPRENSA E DISCURSO POLÍTICO: os jogos de poder no Governo de Chagas Rodrigues [Piauí, 1959-1962].

Resumo: Neste trabalho analiso o discurso da imprensa no Piauí, nas disputas pelo poder político e a construção da imagem do governo de Chagas Rodrigues, entre os anos de 1959 e 1962. Partimos de aspectos biográficos do chefe do executivo piauiense, buscando analisar os pontos polêmicos e relevantes, que marcaram a sua administração, notadamente em sua dimensão cômica e caricatural arquitetada pela mídia local. O conjunto das fontes documentais relacionadas no trabalho encontra-se nas páginas dos principais jornais localizados no arquivo Público do Piauí, ?Casa Anísio Brito?. Lá mapeamos os periódicos que circulavam em fins da década de 1950 e primeira metade da década de 1960, são eles, O Dia, Folha do Nordeste, Jornal do Piauí, Folha da Manhã, Jornal Estado do Piauí e Jornal do Comércio. As imagens encontradas na imprensa são reveladas por narrativas que nomeiam um governo perpassado pela dimensão sensacionalista e, ao mesmo tempo, buscando difundir entre os leitores imagens com expressões e variações ridículas do governador. Para tanto, tomamos como fonte o discurso dos jornais piauienses, por estes terem construído em um corpus de especial interesse, haja vista estar em consonância com os interesses dos saberes/podres, o que nos possibilita ver e dizer como esses saberes são peças-chave na construção sobre certas condutas e práticas relacionadas à busca pela hegemonia do poder no Estado. A luta travada pela determinação em torno do nome de Chagas Rodrigues e os jogos de poder entre oposição e situação ganham lugar na imprensa dos anos sessenta no Piauí.

3) Autor: Ítalo Cristiano Silva e Souza

Lattes não localizado

Trabalho: O DIÁRIO OFICIAL DE TERESINA E A CONSTRUÇÃO DISCURSIVA PARA O GOLPE DO ESTADO NOVO

Resumo: Este texto problematiza a construção discursiva sobre o Golpe do Estado Novo no período Vargas veiculado no Jornal Diário Oficial na cidade de Teresina, Piauí. Partindo da constatação do teórico francês Michel Foucault de que existe uma “ordem do discurso” construído na arquitetura macro do poder, o texto procura mostrar os enunciados que são construídos no jornal oficial do Estado do Piauí, Diário Oficial, entre os anos de 1930 a 1937. Tomando como referência a análise de discurso, procurou-se dar visibilidade à feitura do imaginário no governo Getúlio Vargas em torno de conceitos sobre a disciplina, obediência, patriotismo e ordem. Percebeu-se que o discurso construído nesse período tinha uma finalidade bem específica, estabelecer a construção de um imaginário social em torno da figura de Getúlio Vargas como único protetor da nação e criar através da imprensa um clima de insegurança, contra possíveis ameaças a ordem, e ao mesmo tempo confiança nos dirigentes da pátria. Palavras-Chaves: Discurso, Diário Oficial, Michel Foucault, Golpe do Estado Novo.

4) Autor: Fábio Nadson Bezerra Mascarenhas

Possui Graduação Plena em História pela Universidade Estadual do Piauí (2000). Atualmente é Professor de História do Colégio - São Francisco de Sales.

Trabalho: INOVADORES PARNAIBANOS: A produção do Jornal Inovação em Parnaíba de 1977 a 1982.

Resumo: Este trabalho realiza uma análise da produção do Jornal Inovação na cidade de Parnaíba, tendo como condições históricas do período não somente a situação política nacional imposta pelo regime militar, mas principalmente a luta pessoal e cotidiana de um grupo de jovens jornalistas contra um governo municipal considerado pelo grupo reacionário e incoerente, assim como a situação pelo qual a cidade atravessava um período de estagnação social e decadência econômica. Esse retrato social será constatado tanto no discurso jornalístico, mas principalmente no discurso literário produzido nas poesias, colunas, crônicas e ensaios do periódico Inovação. O jornal possuía uma identidade juvenil,eram jovens produzindo política cultural com a intenção de estabelecerem um dialogo constante com a sociedade parnaibana e buscando intencionalmente gerar na comunidade uma mentalidade de mudança e transformação do espaço urbano que ocupavam.

5) Autor: Sérgio Luiz da Silva Mendes

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Piauí (2007) e especialização em Historia do Brasil pela Faculdade Piauiense (2009) .

Trabalho: ESCRITA E CONTESTAÇÃO: a ação do jornal Inovação contra a reforma da Praça da Graça.

Resumo: A partir das discussões levantadas pelo emprego de fontes escritas, principalmente das fontes hemerográficas, o presente artigo tem como objetivo principal descrever e analisar as ações do jornal Inovação - periódico mimeografado de Parnaíba tido como um alternativo marginal, nascido na segunda metade do século XX contra a reforma da Praça da Graça, logradouro situado no Centro Histórico de Parnaíba, reforma esta decretada pelo então prefeito da cidade: Batista Silva, que por este e outros motivos foi alvo de várias críticas do “Inovação”. O evento [reforma da Praça da Graça] e as ações do jornal Inovação estão inscritos no ano de 1979 na cidade de Parnaíba /PI.

6) Autor: Denilson Botelho

É Professor Adjunto de História do Brasil do Departamento de Geografia e História (DGH) e do Programa de Pós-Graduação em História do Brasil (PPGHB), vinculados ao Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da Universidade Federal do Piauí - UFPI. Possui graduação (Bacharelado e Licenciatura) em História pela Universidade Federal Fluminense (1993), Mestrado (1996) e Doutorado (2001) em História Social pela Universidade Estadual de Campinas. Desenvolve pesquisas sobre história, imprensa e literatura no Brasil e lidera o Grupo de Pesquisa de História Social da Imprensa, Memória e Narrativas (cadastrado no CNPq). É Bolsista da CAPES, atuando como Professor Pesquisador I no Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica - PARFOR.

Trabalho: LIMA BARRETO, IMPRENSA E CONTRA-HEGEMONIA

Resumo: Esta comunicação reflete o desenvolvimento de uma pesquisa, recentemente iniciada, que tem como objetivo analisar iniciativas contra-hegemônicas na imprensa e no jornalismo brasileiro. Considerando a trajetória do escritor e jornalista Lima Barreto na imprensa carioca do início do século XX, pretende-se discutir em que medida este literato contribuiu para uma análise crítica do papel da imprensa, bem como do mito da isenção e da verdade no texto jornalístico. Os conceitos de hegemonia e aparelho ideológico formulados por Gramsci são instrumentos de análise empregados nessa investigação sobre iniciativas contra-hegemônicas na imprensa brasileira da Primeira República, possibilitando-nos avaliar o seu significado histórico.

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