17 de abril de 2010

Correio da Manhã no Arquivo Público do Estado de São Paulo

O Arquivo Público do Estado de São Paulo acaba de disponibilizar para consulta uma coleção de exemplares do periódico Correio da Manhã. Fundado por Edmundo Bittencourt, o jornal colocou-se no centro das discussões políticas do Brasil entre os anos de 1901 e 1974, período em que circulou. Considerada uma das mais combativas da história da imprensa brasileira, a publicação foi a primeira a denunciar, ainda em 1964, as torturas praticadas pelo regime militar.


A coleção, que conta com 891 exemplares publicados a partir de 1904, pertencia ao Arquivo Edgar Leuenroth (AEL) da Unicamp, e foi doada no fim do ano passado por meio de um programa de parceria entre as duas instituições. Desde sua chegada ao Arquivo do Estado, os documentos foram higienizados, restaurados quando necessário, e reorganizados para incorporarem o acervo da Hemeroteca.

Entre os colaboradores do Correio da Manhã estiveram os escritores Lima Barreto, Carlos Drummond de Andrade, Graciliano Ramos, Carlos Heitor Cony e Antonio Callado, além dos críticos José Lino Grünewald e Antonio Moniz Vianna. Lima Barreto, por exemplo, chegou a usar a redação do Correio da Manhã como inspiração para a descrição do ambiente jornalístico carioca no livro Recordações do escrivão Isaías Caminha, de 1909.

O periódico pode ser lido no Setor de Consultas do Arquivo Público, que funciona de terça a sábado das 9 às 17 horas, sendo 16 horas o horário-limite para solicitação de material.

Notícia extraída do site História Viva, em 15 de abril de 2010.

Um comentário:

THEORIKÓNDOXAS disse...

Falaí, Prof. Denilson.Ineressante a iniciativa do "correio da manhã". Deste modo minha geração poderá ver figurada e ter uma melhor dimensão dessa fase histórica do país, a partir de uma recaptulação empreendida pelo inventario jornalístico que, mesmo esteja tendencioso em determinados aspetos, é de bastante útil à memória social. Esperemos que o governo abra os arquivos - o que peso quase impossível de ocorrer!Sinceramente!Até porque pode comprometer candidatos até da situação. A bivalência da lei de anistia! Também as precipitações da resistência da épocaacabaou por gerar os impasses que se tem hoje quanto a essa questão!

Abraços