13 de outubro de 2009

Ainda o Canal Brasil

Em contato com Paulo Mendonça, diretor do Canal Brasil, tomei conhecimento do seu empenho em negociações junto às operadoras de TV por assinatura no sentido de migrar o canal para os pacotes básicos e, portanto, mais acessíveis. Contudo, até agora tais negociações não frutificaram em resultados concretos.
Segundo Mendonça, "O conceito corporativo de pacote de filmes nos atrela aos grupos de canais (HBO e Telecines) dos estúdios americanos, numa relação que tem se mostrado perversa para a visibilidade e alcance do Canal Brasil".
Também não têm tido sucesso as negociações junto às empresas de telecomunicações (Embratel, Telefônica, Oi) que começarão a operar no setor de TV por assinatura. Estas sequer demonstraram interesse em carregar em qualquer de seus pacotes um canal como o Canal Brasil. Fica patenteado desta forma um notório desinteresse pela cultura brasileira, permeado de grotesca insensibilidade.
Custo a perceber onde está o caráter público dessas concessões. Será que ao adquirirem essas concessões, estas empresas não têm nenhum outro compromisso com o público, a não se o de arrancar lucros fabulosos dos seus assinantes?

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