20 de outubro de 2008

O bar do seu Zé e a crise econômica

O pequeno texto abaixo me foi repassado por um amigo/irmão, que a correria do dia-a-dia me faz ver menos do que eu gostaria. Não sei portanto a procedência do texto, mas como a explicação me parece de grande sabedoria, compartilho com os eventuais frequentadores desse espaço:

Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato economico para leigo entender... É assim:

O seu Zé tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça 'na caderneta' aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Como vai vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o que os pinguços pagam pelo risco do crédito).

O gerente do banco do seu Zé, um ousado administrador formado em curso de emibiêi na universidade de Mass of Two Shits, decide que as dívidas da caderneta do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento tendo o pindura dos pinguços como garantia.

Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em títulos CDB, CCTU, LDU, EMTU, CDU-B.VIAGEM, CDO, CCD, UTI, DST, SOS, SUS, DORT, etc.........ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o
que quer dizer. Esses instrumentos financeiros alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece, mas são as tais cadernetas do seu Zé.

Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países. Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Zé vai à falência. E toda a cadeia sifu.

Se bem explicado, fica fácil entender...

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Caso alguém saiba a autoria, agradeço que me informe.