10 de novembro de 2009
8 de novembro de 2009
Culpar a vítima: essa foi a estratégia
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Denilson Botelho
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Domingo, Novembro 08, 2009
1 de novembro de 2009
Por que a mídia grande não deu?
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
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Denilson Botelho
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Domingo, Novembro 01, 2009
Punição da pobreza
Artigo publicado no Caderno Mais, da Folha de S. Paulo, 1º de novembro de 2009.
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Denilson Botelho
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Domingo, Novembro 01, 2009
Honduras e o mito da democracia na América Latina
Postado por Professor
Denilson Botelho
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Domingo, Novembro 01, 2009
31 de outubro de 2009
O turista e o peregrino
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Denilson Botelho
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Sábado, Outubro 31, 2009
30 de outubro de 2009
Evidências do não-jornalismo
Postado por Professor
Denilson Botelho
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Sexta-feira, Outubro 30, 2009
27 de outubro de 2009
Detetives do Passado
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Denilson Botelho
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Terça-feira, Outubro 27, 2009
23 de outubro de 2009
II Colóquio de Pesquisa em História na UFPI
Dia 11.11.09 (Quarta – feira)
08:00 às 12:00 – Credenciamento
14:00 às 16:00 – Conferência de abertura
Participantes:
Prof. Dr. Pedro Vilarinho Castelo Branco (Diretor do CCHL)
Prof. Dr. Edwar Castelo Branco (Vice-reitor)
Prof. Dr. Américo Souza (Coordenador do curso)
Prof.ª Dra. Áurea Paz Pinheiro (Professora convidada)
Eduardo Machado (Mediador)
14:00 às 16:00 – Linha de Pesquisa: História e Trabalho
Participantes:
Prof. Dr. Solimar Oliveira e Graduandos
18:00 às 20:00 – Mesa redonda 01:
Ensino de História fora e dentro da academia
Participantes:
Prof. Dr. Américo Souza
Prof. Me. Maureni Vaz (UESPI)
Prof. Esp. Braz de Sousa Carvalho (Ensino Secundário)
Jéssica Da Mata (Mediadora)
Dia 12.11.09 (Quinta – feira)
14:00 às 16:00 – Linha de Pesquisa: História, Cultura e subjetividade
Participantes:
Prof. Dr. Edwar Castelo Branco e Graduandos
16:00 às 18:00 – Linha de Pesquisa: História e Movimentos Sociais
Participantes:
Prof.ª Maria do Socorro Rangel e Graduandos
18:00 às 20:00 – Mesa redonda 02:
História e perspectivas da esquerda
Participantes:
Prof. Me. Fonseca Neto
Prof. Dr. Denílson Botelho
Prof. Esp. Luís Carlos Puscas
Leôndidas Freire (Mediador)
Dia 13.11.09 (Sexta-feira)
14:00 às 16:00 – Linha de Pesquisa: História e Religiosidade
Participantes:
Prof.ª Dra. Áurea Paz Pinheiro e Graduandos
16:00 às 18:00 – Mesa redonda 03:
Historiografia Piauiense: As relações entre cultura, cidade e memória
Participantes: Prof.ª Dra. Teresinha
QueirozProf. Dr. Alcides Nascimento
Vinícius Alves (Mediador)
18:00 às 20:00 – Conferência de encerramento:
O Futuro da história na academia
Participantes: Prof.ª Maria do Socorro Rangel
20:00 - Atividade cultural
Local: CCHL/UFPI
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Denilson Botelho
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Sexta-feira, Outubro 23, 2009
20 de outubro de 2009
O centenário de Isaías Caminha: uma voz do “quilombo” desmascarando a imprensa
Tudo indica que o fascínio pela liberdade de expressão, tanto no jornalismo como na literatura, atravessa o tempo e constitui um território pelo qual nota-se um sempre vivo e renovado interesse, especialmente para os jovens de todas as idades. Esta é uma possível explicação para a efervescência que tomou conta da internet, através da qual temos conhecido uma vigorosa mídia alternativa e contra-hegemônica, blogs e outros.
Nada melhor para celebrar esse fascínio do que lembrar o centenário da publicação de Recordações do escrivão Isaías Caminha, um romance que sintetiza esses anseios literários e retrata as históricas frustrações que temos vivido nesse campo da informação e do jornalismo. Ao publicá-lo, em dezembro de 1909, Lima Barreto estreava na literatura brasileira e sacudia a imprensa carioca do início do século XX, abalando reputações e desmascarando as redações farsescas que naquele período fabricavam celebridades.
Quem se dispuser a conhecer as desventuras de Isaías Caminha, certamente há de se perguntar: o que de fato mudou de ontem para hoje? É notável a atualidade de Lima Barreto! E não pense o leitor incauto que a redação d’O Globo a que o escritor se refere era a do jornal impresso de mesmo nome que hoje circula entre nós. Esse bem pode ser um caso em que a realidade imitou a ficção, pois embora o jornal de Irineu Marinho tenha nascido somente em 1925, também especializou-se – hoje com o auxílio da TV e outras mídias – em fabricar falsas celebridades e defender certa plêiade de políticos e banqueiros, a serviço do capitalismo perverso que sempre nos vilipendiou – estratégia que Lima Barreto insistia em denunciar.
Os “intestinos” do jornal retratado naquele romance eram na verdade do Correio da Manhã, dirigido então por Edmundo Bittencourt. Ainda que desprezado pela crítica literária da época, a força de Recordações pode ser percebida através do próprio veto que o livro sofreu. Com a publicação do livro, o nome de Lima Barreto foi proscrito das páginas do jornal de Bittencourt. Isso não impediu, como relata o biógrafo Francisco de Assis Barbosa, que a tentativa de adivinhar quem tinha servido de inspiração para cada personagem se tornasse assunto freqüentado animadamente nas rodas intelectuais e nos bares da capital republicana nos meses seguintes ao lançamento.
Mal comparando, seria como imaginar um romance de um jovem e estreante escritor que ousasse ambientar sua trama desmascarando as engrenagens internas e ocultas que regem o funcionamento das organizações Globo, do grupo Abril ou outro oligopólio qualquer da mídia tupiniquim. Quem ousaria ao menos comentar o livro? Que espaço ele teria na mídia?
A força de Isaías Caminha está na temática que aborda – o mundo das letras e do jornalismo – mas também no seu criador. Lima Barreto viveu boa parte de sua vida na periferia, no subúrbio do Rio de Janeiro, o qual talvez nenhum outro escritor dessa época conhecesse tão bem quanto ele. Apelidara sua casa de “Vila Quilombo”, afirmando em seu diário que isso era uma forma de implicar com Copacabana. Mas em plena era pós-abolição, o apelido sugere a concepção do lar como um distante refúgio a partir do qual realizou com coragem e liberdade o sonho de tornar-se um literato. Sugere ainda que os subúrbios, mesmo diante da extinção formal da escravidão, insistiram e insistem em abrigar a população brasileira mais pobre e negra, que fez e faz das periferias um vasto “quilombo” fora de época.
Assim como deu vida a Isaías Caminha, Lima Barreto ainda ecoa, cem anos depois, o mesmo fascínio capaz de fazer surgir muitos outros jovens talentos negros das periferias desse Brasil, que ninguém conseguirá jamais calar.
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Denilson Botelho
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Terça-feira, Outubro 20, 2009
13 de outubro de 2009
Ainda o Canal Brasil
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Denilson Botelho
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Terça-feira, Outubro 13, 2009
10 de outubro de 2009
Por que pagar para ver?
Pouquíssimas vezes consigo fixar a minha atenção nos canais da TV aberta no Brasil. E sempre me irritou na TV por assinatura ter que pagar por um monte de canais que eu não tenho o menor interesse em assistir. Além disso, há uma certa perversidade nos pacotes montados pelas operadoras – ou seria operadora desde que Sky, DirecTV e Net são tudo a mesma coisa? O Canal Brasil, por exemplo, não consta dos pacotes mais baratos e exatamente por isso nem sempre tive a oportunidade de assisti-lo. Nos últimos meses, graças a uma “promoção” da operadora de TV a cabo aqui em Teresina, voltei a ter acesso ao referido canal.Retomar a experiência de espectador do Canal Brasil desperta em mim uma inquietação: por que um canal de TV como este está exilado nas operadoras de TV por assinatura? Por que um canal que trata 24 horas de arte, cultura, cinema, teatro e literatura brasileira continua sendo servido como um biscoito fino para a classe média refestelada em seus confortáveis sofás? Por que supõem que o povo não teria interesse em se ver na telinha mágica da TV? Por que acham que o Brasil não quer ver o Brasil?
Não entendo porque um canal como este não está acessível em todos os cantos do país. Enquanto Globo, Bandeirantes, Record, SBT e Rede TV entopem suas programações de lixo importado e nacional, o Canal Brasil, se exibido fosse em rede nacional gratuita prestaria enorme serviço a esta nação pelo simples fato de mostrar a todos nós o que somos capazes de produzir no cinema brasileiro. Seria um enorme estímulo ao resgate de nossa auto-estima, sem contar o efeito multiplicador de fomentar o desejo de se produzir mais e mais cinema sobre a nossa cultura e a nossa realidade.
E tem mais, não é só cinema que o canal exibe. Há algum tempo me parece que eles deram uma guinada – meu bolso de professor não me permitiu acompanhar sempre este canal – e abriram espaço para produtoras variadas veicularem seus programas no canal. O resultado tem sido extraordinário, pois por conta disso é possível ver, por exemplo, um programa chamado Espelho, em que o ator negro Lázaro Ramos entrevista o cantor e compositor negro Seu Jorge. Andando pelas ruas do centro do Rio, Seu Jorge conta a Lázaro sua história de vida, do irmão assassinado na periferia do Gogó da Ema, do período em que viveu como sem-teto, vagando pelas ruas até descobrir o teatro, a música e o cinema, superando seus próprios complexos de brasileiro negro, pobre e discriminado.
O canal também abre espaço para a produção cinematográfica da América Latina, para a música – como o genial Zoombido de Paulinho Moska -, para o originalíssimo e cativante Swing de Domingos de Oliveira e Priscila Rosembaum, e tantos outros criativos programas nacionais sem sensacionalismo barato, sem apelação. Por que nada disso é servido ao povão no mesmo horário nobre em que a estupidez e a desinformação campeiam na famigerada TV aberta.
Nenhuma emissora aberta cobriu, por exemplo, o Festival de Cinema do Rio, o FestRio. Pois no Canal Brasil foi possível assistir um jornal inteiro de meia hora sobre o festival, os filmes exibidos, as premiações, seus diretores e tudo mais. Eles falam a nossa língua fazendo cinema brasileiro, mas poucos tiveram a oportunidade de se informar sobre isto. Afinal, o Jornal Nacional é feito pensando no padrão Homer Simpson de telespectador, não num brasileiro normal como você, eu e tantos outros.
Já passamos da hora de rever esse sistema de concessões públicas dos canais de televisão. Essa renovação praticamente automática das concessões não abre espaço para a sociedade discutir e questionar o que quer ver na tela da sua TV. Não viveremos numa democracia enquanto não existir essa liberdade de escolha. É obra da nossa geração jogar no lixo esse sistema de concessões públicas que de público nada tem, já que a sociedade não pode discutir o desserviço que a Globo e demais empresas vêm prestando à cultura e à educação deste país.
Eu quero assistir a uma programação como a do Canal Brasil sem ter que pagar - e pagar caro - por um pacote de TV por assinatura que me disponibiliza um monte de lixo televisivo. Não podemos continuar tratando um canal que exibe a cultura brasileira como um privilégio de alguns poucos assinantes num país de milhões de habitantes. Se a TV tem compromisso constitucional com a educação e a cultura nacional, ninguém cumpre melhor esse papel do que este canal. O Brasil tem direito ao Canal Brasil!
Por Denilson Botelho
Postado por Professor
Denilson Botelho
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Sábado, Outubro 10, 2009



